“Devemos trabalhar um sentido expansionista de pensamento, de mente, de atitude, de ações construtivas. A mediunidade é sempre um processo trans, porque representa, no conjunto de toda a humanidade, uma permanente linha de comunicabilidade com aqueles que viveram os chamados efeitos da Terra, mas que deixaram a Terra, e estão no trânsito evolutivo, como todos os seres”.

Esse é um pequeno trecho do novo livro do presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), Maury Rodrigues da Cruz, “O Médium como Sujeito Transdimensional”. Lançado no dia 27 de fevereiro no auditório da sede da SBEE, com público de aproximadamente 250 pessoas, a obra pontua que para o médium conseguir transitar do visível para o invisível, ele precisa expandir a consciência, num processo de conceber todo o material existente na Terra. Assim, na medida em que esse processo cresce, torna-se possível criar uma plataforma mediúnica e materializar, cada vez mais, o invisível. E não se trata apenas de alcançar a comunicação com os espíritos, mas também ter condições de medir partículas subatômicas invisíveis, tornando, assim, Espiritismo, física clássica e física quântica cada vez mais intrínsecos uns aos outros. 

Assim, os médiuns se sentirão cada vez mais capacitados, entendendo sua responsabilidade de capacitores em uma nova era. “Vivemos em um momento em que as sínteses religiosas relacionadas a ciência, filosofia e religião são feitas de maneira muito rápida, com conceitos simplistas e que não estão atrelados à Doutrina Espírita. Por isso, essas obras precisam trazer, de alguma forma um melhor entendimento de tudo isso. É um trabalho cada vez mais árduo que temos que fazer sempre”, comentou o professor, lembrando sempre da necessidade de desmistificação da Doutrina Espírita. 

O professor Maury antecipou ainda o tema do seu próximo livro: a fé. Na obra, ele propõe uma nova perspectiva sobre a forma como as pessoas se relacionam com a fé, mostrando que todos caminham no sentido evolutivo de ser a fé. “Eu sou a fé. Já dizia isso para a minha mãe. Eu pegava a mão da minha mãe e falava que eu sou a fé”. O professor faz essa afirmação com convicção e carinho, lembrando de sua mãe que já desencarnou. Ele explicou que há as pessoas que são a fé, as que têm fé, e as sem fé. As primeiras não precisam de nada, são muito fortes, pois encontram as respostas em si mesmas. Já, as que têm fé buscam provas. E as que não têm fé vivem distantes de si mesmas.