InícioTextos de ApoioReligião Espírita

Felicidade


Felicidade é consciência crítica,
é expressão interior.
-Espírito Leocádio José Correia

Doe para a SBEE

A SBEE precisa de sua ajuda para poder continuar suas atividades.  Doe via PayPal. 

Mais Informações

Religião Espírita

Cultura é a herança social de um povo. É o conhecimento que um determinado grupo acumulou, e está acumulando, à medida que enfrentou e enfrenta situações, dificuldades, desafios. Essa herança é mantida através dos valores, dos conceitos, da mentalidade das pessoas, que, em constante mudança, fazem adaptações que atendem às necessidades do grupo.

A religião é um segmento particular dessa cultura. Os conhecimentos construídos através das experiências e vivências da pessoa, e do grupo ao qual pertence, quando enfrenta questões básicas como o significado do sofrimento, da dor, do Universo, da existência, da vida, de Deus, determinam um conjunto que é chamado de religião. Portanto, as diversas correntes religiosas que existiram, e as existentes, refletem diferentes necessidades, diferentes escolhas de questões prioritárias, diferentes interpretações, diferentes respostas, diferentes atitudes e comportamentos.

As respostas não são dadas, mas construídas pela pessoa ao enfrentar as situações que a sua trajetória de vida apresenta. A visão religiosa é, portanto, uma ferramenta que facilita a construção de respostas.
A visão de Deus, por exemplo, e a relação Dele com os homens, foram se modificando à medida que o homem foi tendo entendimentos e vivências que permitiram novas interpretações.

Para a Doutrina espírita, a interpretação religiosa resulta da soma do conhecimento de várias pessoas, encarnadas e desencarnadas, que superam os seus entendimentos anteriores, propiciando respostas que sejam aperfeiçoadas, ampliadas e sustentem um comportamento diferenciado. A interpretação não é definitiva, acabada, absoluta. É aberta, permitindo que novas sínteses sejam realizadas à medida que o conhecimento das pessoas envolvidas se amplie. A religião espírita, portanto, não tem dogmas, não tem posições a serem defendidas com o sacrifício da razão, da compreensão. A Doutrina não pede que se sustente o que não se entende pois essa atitude não resultará em ato consciente e responsável.

A religião espírita não é a religião do maravilhoso, do sobrenatural, do mágico, do oculto, do mistério, pois “toda a sua extensão é alcançável através do conhecimento” (A. Grimm).
Na visão espírita, a interpretação religiosa não está isolada de outros segmentos de entendimento humano, como a ciência e a filosofia. A ciência, a filosofia e a religião são interdependentes e se completam, resultando em um quadro muito mais amplo de entendimento do ser humano e da vida do que cada uma delas consideradas isoladamente.
Para a Doutrina, a religião não necessita de templos, de cultos, de cerimônias, de rituais, de fórmulas, de prescrições, de sacrifícios, de promessas, de sacramentos. Ser religioso, para a Doutrina, não é pertencer a uma igreja, a uma instituição formal. Não há necessidade de sacerdotes; não há intermediários na ligação entre pessoa, creatura, e o seu Creador, Deus.

O Espiritismo não vincula à religião os conceitos de salvação, de culpa, de castigo, de pecado, mas sim aos de consciência, responsabilidade, avaliação crítica dos atos praticados.
A religião espírita é uma religião interior. É transformação individual; é intensa e extensa modificação de comportamento da pessoa segundo valores que ampliam a consciência de sua unidade com o Creador.

A Doutrina espírita afirma a sua singularidade na fé como sendo “sempre a razão através do conhecimento” (L.J.Correia); na esperança, como empenho de construir melhor o futuro; na prece, como exercício de identidade com o Creador; na dor, como reflexão para mudanças; no livre-arbítrio, como fundamental para a evolução; na evolução, como o significado da vida; na moral, como defesa da vida; na morte, apenas como transição entre o polissistema material e o polissistema espiritual; em Jesus, como exemplo, referencial maior para o cotidiano; em Deus, como “a unidade que se revela todos os dias quando nos procuramos” (A. Grimm); na Religião, como comportamento sempre em transformação.

O Espiritismo é a religião da compreensão alcançada, do entendimento construído, dos valores vivenciados, da modificação consciente do comportamento através do conhecimento renovado de si mesmo, do conhecimento renovado do significado e da unidade da vida, do conhecimento renovado da identidade com o Creador.
A postura do religioso espírita é a que faz “...reflexão sobre a realidade em que se vive para alcançar o conceitual da sua origem, da significação do espiritual, da natureza, do semelhante, da finalidade evolutiva da vida, do exemplo sublime e benevolente de Cristo, da grandeza, da bondade, da justiça de Deus.” (Marina Fidelis)

O religioso espírita é o que sustenta pensamento, linguagem, comportamento, que o aproximam, cada vez mais, do agenciar conscientemente a organização, o ordenamento, a harmonia, a estruturação inteligente do Universo.


(Preparado para o Encontro de Coordenadores dos Grupos de Exercício Mediúnico da SBEE sobre Religião espírita)

 

Calendário 2017

Está disponível o calendário de atividades de 2017.

Revista Ser Espírita nº 30

Revista Ser Espírita nº 30

Projeto Grão em Grão

Novas Metáforas do Pensamento Espírita

Novas Metáforas do Pensamento Espírita

Antropologia Espírita

 

Antropologia Espírita

Área Restrita