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A Semana de Estudos Espíritas consta do calendário do Exercício Mediúnico. Portanto, será verificada a presença dos respectivos grupos.

No entanto, é importante incentivar os médiuns a participarem de todos os dias da “Semana"

Mais Informações: http://sbeesemana.blogspot.com.br/

  20:30 – 22:30 - O Espiritismo  como Ciência – Paulo Brero Campo e Raul Dias

a) “Existe ciência espírita?”;

b) “Porque a ciência não aceita o Espiritismo?”.

Para responder a essas perguntas é necessário mostrar que muitas pesquisas espíritas não resistem a uma análise crítica e podem ser classificadas como pseudociência. Em seguida é feita uma discussão sobre a pesquisa dos fenômenos espíritas sem cair na chamada Pseudociência, buscando-se os estatutos básicos da pesquisa espírita.  Na parte final da palestra será falado sobre o “sutil”. Muitos fenômenos espíritas se situam no denominado espaço Sutil, isto é, aquilo que é possível sentir que existe, mas não se consegue provar sua existência. Só que o sutil não aparece apenas nos fenômenos espíritas, muitos fenômenos físicos podem ser classificados como sutis, mas a própria ciência os ignora.

Tema:

20:30 - 22:30 - Espiritismo e Filosofia - Oswaldo Branco e Mário Branco

"O espírito caracteriza-se pela consciência de si mesmo, certo grau de inteligência, e a capacidade de fazer escolhas em função de seus valores (o exercício do livre-arbítrio). Com isso, é capaz de dar sentido, significado à sua existência, e é o conhecimento acumulado através de suas experiências, vivências e convivências, que possibilita esta situação."

1 Filosofia geral

2. Por que a filosofia faz parte da Doutrina espírita?

3. O que é a filosofia espírita?

4. Discussão.

Temas:

18:00 - 21:00- PAINEL - A ARTE COMO INSTRUMENTO DE SENSIBILIZAÇÃO NO PROCESSO MEDIÚNICO,

composto por três palestras:

  • IEDA COELHO– ARTE E SENSIBILIDADE
  • BERNARDO PERNA – ARTE E CURRÍCULO DO EXERCÍCIO MEDIÚNICO
  • VANDERLEI RHODE– PSICOPICTOGRAFIA – Processo em Construção

Espiritismo e Filosofia

Mário e Oswaldo Branco

O espírito caracteriza-se pela consciência de si mesmo, certo grau de inteligência, e a capacidade de fazer escolhas em função de seus valores (o exercício do livre-arbítrio). Com isso, é capaz de dar sentido, significado à sua existência, e é o conhecimento acumulado através de suas experiências, vivências e convivências, que possibilita esta situação.

O espírito enfrenta situações, questões, desafios em sua trajetória que serão superados em função do conhecimento acumulado. Conhecimento que permite romper seus limites, assim como possibilita construir elementos novos.

Considerando o espírito através desta perspectiva, a Doutrina espírita pode ser entendida como um conjunto de instrumentos e instruções para que o espírito alcance o exercício pleno do livre-arbítrio. A Doutrina como conjunto de princípios e fundamentos, que são desdobrados em um sistema de ideias de acordo com o entendimento alcançado.

O sistema de ideias, pela soma de todo o conhecimento alcançado em determinado momento, possibilita uma visão de conjunto, uma cosmovisão, que sustenta linguagem, ações, comportamentos, no presente e constrói o futuro do espírito. Para tal, a Doutrina considera todo o conhecimento alcançado, construído, uma unidade do conhecimento: didaticamente dividido em conhecimento subjetivo e objetivo, conhecimento prático, conhecimento religioso, filosófico e científico.

O conhecimento religioso pode ser considerado como o conhecimento que a cultura humana acumulou e está construindo, sobre as questões da origem, gênese, sentido, significado de tudo o que existe, e a ação correspondente a estes entendimentos (moral). Conhecimento que está presente desde que o ser ultrapassa o limiar da autoconsciência.

A filosofia surge, de acordo com a história, no século VI a.C. com Tales da cidade grega de Mileto, na Ásia Menor. Ele e alguns de seus seguidores desenvolveram uma proposta de encontrar respostas para questões que não se baseavam mais na tradição ou autoridade, mas na reflexão crítica sistemática.

Iniciaram um processo crítico sistemático de tentativas de respostas às questões mais significativas, às questões limítrofes do entendimento, às questões últimas, a qualquer questão de interesse do homem. Respostas que não eram mais arbitrárias, mas sustentadas por argumentações, que buscavam a maior coerência e consistência possível, e assumiam os desdobramentos lógicos das posições sustentadas.

Respostas objetivas, justificadas por argumentações, criticadas, avaliadas por outras pessoas, que poderiam aceita-las ou não, utilizando-se de novas argumentações, em um processo aberto, ampliando a compreensão de questões muito importantes para todos.

Questões limítrofes ao entendimento, mas fundamentais para a existência, passaram a ser abordadas pela filosofia como a existência, o ser, a vida, o conhecimento, a verdade, a justiça, a liberdade, o amor, o bem, os valores, o certo, a lógica, etc.

A Filosofia espírita elabora respostas para estas questões e não é possível compreender o Espiritismo sem conhece-las.

Ao mesmo tempo, como, para a Doutrina, é fundamental a capacidade de fazer escolhas, as atitudes e posturas filosóficas do espírito são essenciais para qualificar o seu exercício do livre arbítrio.

Portanto, no dia 28/06 todos estão convidados para discutir a filosofia espírita e ampliar a compreensão de como ela afeta o comportamento de todos no cotidiano:

“ESTAMOS COMO ESTAMOS?
PORQUE SOMOS COMO SOMOS?”

Genebaldo Freire Dias

Equipe terça-feira (sede)

A racionalidade se impõe, na atualidade, fruto de uma ciência mecanicista que concebia o mundo linearmente. Esse caráter objetivo da ciência traz consigo uma gama de pensamentos, teorias e paradigmas que influenciam em todos os aspectos da realidade. Essa fundamentação exclusiva na ciência não dispõe da sabedoria de refletir-se para o autoconhecimento, para a formação do homem integral, para a compreensão da realidade cada dia mais complexificada.

Vive-se, como resultado deste estilo de pensamento, uma crise que é social, política, econômica, cultura, psicológica, moral, espiritual. Uma crise que se evidencia na plenitude do ser.

Hoje, é urgente nos voltarmos para uma dimensão quântica e complexa da realidade. Considerar o mundo e o espírito do ponto de vista das relações e integrações. Uma nova forma de significar o mundo, assim como, novos modos de pensar, de ser, de sentir, de agir.

Isso supõe novos valores. Para assumirmos novos valores, baseados na solidariedade, na afetividade, na espiritualidade devemos trilhar um novo caminho. Um caminho do diálogo que poderá nos encaminhar a essência de uma cultura da paz. Um caminho para uma nova consciência terrestre que nos coloque frente à uma nova ética. Não uma nova série de normas, mas uma atitude frente aos problemas da vida humana. Uma ética propriamente humana, ou seja, uma antropoética.

Revista Ser Espírita nº 30

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Novas Metáforas do Pensamento Espírita

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Antropologia Espírita

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